Nem sempre o mais importante numa comunicação está naquilo que foi dito de fato. Muitas vezes, o não dito é ainda mais revelador. É o caso, por exemplo, do que vem acontecendo no Estado de São Paulo quanto aos dados sobre nascimentos e mortes.
A Fundação Seade é responsável por coletar, processar, analisar e divulgar as "estatísticas vitais" paulistas. Essas informações compreendem os dados sobre os nascimentos, as mortes, os casamentos e as separações. Como se pode imaginar, são de fundamental importância aos gestores públicos, para que possam planejar seus programas, e também à sociedade, para que se mantenha à par da realidade.
Pois bem. Segundo os dados da Fundação Seade, as mulheres têm mais acesso ao pré-natal em todo o Estado. A região que registra a pior assistência tem também maior proporção de mães com menor escolaridade e mais filhos. Surpreendentemente, porém, é nessa região onde ocorrem relativamente mais partos normais (equivocadamente chamados de naturais na publicação do Seade), e menor proporção de nascidos com baixo peso. Surpreendentemente? Que nada...
A Região Administrativa de Registro é das mais pobres do Estado, com problemas em diversas áreas, pouca renda, pouca escolaridade... mas é também a única região do Estado, repito, ÚNICA REGIÃO DO ESTADO MAIS RICO DA NAÇÃO onde a proporção de partos normais supera a de partos cesáreos. E, por isso mesmo, tem também a menor proporção de crianças nascidas com baixo peso. Isso quem conclui sou eu, não o Seade. Mas não é preciso pesquisar muito para descobrir essa associação, há vários estudos sérios e bem conduzidos que chegam a essa conclusão.
Outro dado alarmente por estar ausente diz respeito à mortalidade - materna e neonatal. O boletim do Seade limita-se a indicar a redução da mortalidade infantil no Estado, já sabida e conhecida e amplamente divulgada. Aborda rapidamente a mortalidade perinatal, ou seja, os nascidos mortos e aqueles que morrem com até seis dias de vida. Não destaca, desse modo, a crescente participação das mortes neonatais, especialmente as mortes neonatais precoces, na mortalidade infantil. Atenção, São Paulo, a mortalidade infantil diminuiu bastante por aqui, mas só continuará descrescendo se as mortes neonatais receberem a atenção devida. Felizmente, ano a ano, menos crianças morrem por diarreia ou desnutrição, por exemplo, o que indica melhoria das condições gerais de saúde e saneamento. Mas as mortes dos pequeninos, com menos de 28 dias, e especialmente daqueles com menos de uma semana, só serão evitadas se maior atenção for dada à assistência pré-natal, ao parto e ao puerpério. Com mais da metade dos partos ocorrendo por via cirúrgica, vai ser bem difícil reduzir essa fatia das mortes infantis.
Enfim, mas não menos importante, resta o grande enigma: onde foram parar as mortes maternas? Nada é dito a respeito. Hum... será que é por causa da estagnação dessas mortes em patamar tão elevado que o Estado passará longe de cumprir a meta número 5 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ("Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna")? Em 2008, no Estado de São Paulo, a razão de mortalidade materna equivaleu a 36,1 óbitos por 100 mil nascidos vivos, ao passo que a Organização Mundial da Saúde considera até 20 mortes por 100 mil um número aceitável, embora os países desenvolvidos registrassem, em 2005, 9 mortes maternas por 100 mil. Os gestores paulistas certamente se apressariam a apontar os dados nacionais, ainda mais vergonhosos, mas isso não os exime de responsabilidade. Mais uma vez, com o atual modelo de assistência ao parto, vai ser muito difícil reduzir as mortes maternas. Aliás, nem parece que tem tanta mulher morrendo por causas obstétricas... infelizmente elas deixaram de ser notícia, por ser informação repetida há tantos e tantos anos...
segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Pano pra manga
A busca por um parto "humanizado", "natural", "respeitoso" ou com muitos outros rótulos é tema cada vez mais recorrente na universidade. Isso é ótimo porque, de um lado, mostra o interesse da academia pelo tema e, de outro, gera a expectativa de que o conhecimento sirva para modificar o atual modelo de assistência ao parto.
As pesquisas recentes, no Brasil, abordam o nascimento a partir das mais diferentes áreas do conhecimento: saúde da mulher, saúde coletiva, epidemiologia, psicologia, comunicação, antropologia...
Lá da Unicamp chegou a notícia de um estudo etnográfico com gestantes que procuraram o "parto humanizado". Esses termos podem se revestir de significados diversos, divergentes até, mas fica aqui o registro de que esse tema dá pano pra manga!
As pesquisas recentes, no Brasil, abordam o nascimento a partir das mais diferentes áreas do conhecimento: saúde da mulher, saúde coletiva, epidemiologia, psicologia, comunicação, antropologia...
Lá da Unicamp chegou a notícia de um estudo etnográfico com gestantes que procuraram o "parto humanizado". Esses termos podem se revestir de significados diversos, divergentes até, mas fica aqui o registro de que esse tema dá pano pra manga!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia Internacional da Mulher: apoio que fortalece
Elas ajudam bebês a vir ao mundo
Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC
A pequena Elis, 9 meses, precisou de apenas quatro horas para vir ao mundo, em 13 de junho de 2011. Foram as quatro horas mais intensas da vida da jornalista Carolina Robortella Valente, 30 anos. Elis resolveu que seu momento havia chegado em sua própria casa. E ela não quis nem saber: simplesmente não deu tempo para a mãe ir até a casa de parto. "Ela foi rapidinha", brinca Carolina.
A jornalista e moradora de São Bernardo não estava sozinha durante o parto domiciliar, cada vez mais raro em grandes cidades. Ela contou com a ajuda da parteira Mariane Menezes, 26, em seu procedimento de estreia. "Antes havia acompanhado o trabalho de parto de mulheres até a hora de ir para o hospital. Nunca tinha feito sozinha. É uma honra estar lá nesse momento tão importante para a mãe."
Formada em Obstetrícia, Mariane conheceu Carolina no dia do nascimento de Elis, uma segunda-feira. Até então, quem acompanhava o desenvolvimento da gravidez desde o quinto mês era a educadora perinatal e doula Deborah Delage. "A Carol nem cogitava a ideia de parir em casa, e a Mari também ficava apreensiva. Só topou acompanhar porque o plano era que fossem para a casa de parto. Mas lá no fundo eu sabia que o que elas não queriam era exatamente o que aconteceria."
No dia 12 de junho, Deborah fazia churrasco com amigos em casa e teve pressentimento: precisava ligar para Carolina. "Ela perguntou se estava tudo bem, e eu disse que sim, que havia ido à casa de parto e estava tudo certo para quando a Elis resolvesse chegar." Deborah pensou, então, que sua intuição havia falhado.
A segunda-feira chegou como um dia normal para Carolina. Ela acordou, lavou as roupinhas de Elis e pensou que logo elas vestiriam o corpo pequeno e frágil de sua filha. "Sempre sonhei em ser mãe. Tanto que, quando o médico falou que eu precisava perder 30 quilos antes de engravidar, não pensei duas vezes em fazer a cirurgia de redução de estômago."
A cirurgia não impediu a chegada de Elis de forma natural. O primeiro sinal de que aquela segunda-feira seria especial aconteceu por volta do meio-dia, quando a camada gelatinosa que recobre o útero, chamada de tampão, se desprendeu. "De manhã eu havia sentido que a bebê estava encaixada e mandei e-mail para a Deborah. Desde então ela acompanhou passo a passo."
Elis nasceu por volta das 16h, no chão de um dos quartos da casa, amparada por Mariane. "Eu estava ali apenas para dar apoio, pois o processo foi totalmente natural." Deborah se perdeu e chegou apenas depois do nascimento da menina.
Após o parto, Carolina amamentou por 50 minutos, tomou banho e comeu um pedaço de pizza. "A sensação era de que, depois disso, eu seria capaz de qualquer coisa."
A cumplicidade entre as mulheres foi decisiva para que tudo corresse bem. Mas o fato de estar bem informada sobre o parto ajudou. "Não me senti insegura. Foi tudo natural."
terça-feira, 6 de março de 2012
Diga-me o que lê...
E eu lhe direi como dará à luz!
Obviamente é uma brincadeira, mas como toda brincadeira, tem lá seu fundo de verdade.
Minha pesquisa de mestrado envolve a leitura de livros para gestantes - livros comuns, encontrados em qualquer livraria do país. E de tanto ler e manusear esses livros, estou cada vez mais abismada com o baixo nível das obras editadas por aqui.
Sobram erros, falta precisão. Para dizer o mínimo.
Então, nunca é demais reforçar que sim, há livros bons sobre gravidez e parto no mercado brasileiro!
Primeira indicação: Parto normal ou cesárea? O que toda mulher deve saber - e todo homem também, das digníssimas Ana Cris Duarte e Simone Diniz. Esse livrinho pequenino, barato e muito fácil de ler mudou o meu rumo em direção a um parto respeitoso. Encontrei-o por acaso, nas prateleiras da livraria do local onde trabalho. Diga-se de passagem que eu nunca entro nessa livraria, porque ela comercializa basicamente obras editadas pelo governo do Estado de São Paulo (que em geral não me interessam muito). Mas eis que firmou-se uma parceria com as editoras universitárias e surpresa! Quase tropecei ao passar diante da vitrine e enxergar, de soslaio, uma barriga grávida, linda, enorme, dando sopa por ali. Comprei, sem titubear, pois foi barato e prometia me explicar tudo o que eu desejava saber naquele momento.
Pois bem, o livro bendito me trouxe muito mais do que informação de qualidade e sem viés sobre um assunto muito pouco debatido no plano racional. O livro me trouxe um guia para testar meu médico. Junto com as perguntas ao ginecologista, várias questões foram despertadas dentro de mim. Afinal, quem é que decide o quê na história da minha gravidez?
E foi assim que comecei a caminhada em busca de um parto respeitoso. O percurso e o "grande desfecho" vocês podem ler no meu próprio livro, Lembranças Fecundas: meu diário afetivo da gravidez. (Que também é baratinho e ainda tem lucro revertido para a Parto do Princípio!)
Mas outro dia escrevo mais sobre esse aí. Hoje queria mesmo era expressar minha indignação com tanta abobrinha que os livros para gestantes trazem. Quem não quer ser coadjuvante no próprio parto que leia com atenção as palavras da dupla Ana Cris e Simone - e que mexa as cadeiras, se mexa nas cadeiras! Nem só de internet se faz um parto respeitoso!
Obviamente é uma brincadeira, mas como toda brincadeira, tem lá seu fundo de verdade.
Minha pesquisa de mestrado envolve a leitura de livros para gestantes - livros comuns, encontrados em qualquer livraria do país. E de tanto ler e manusear esses livros, estou cada vez mais abismada com o baixo nível das obras editadas por aqui.
Sobram erros, falta precisão. Para dizer o mínimo.
Então, nunca é demais reforçar que sim, há livros bons sobre gravidez e parto no mercado brasileiro!
Primeira indicação: Parto normal ou cesárea? O que toda mulher deve saber - e todo homem também, das digníssimas Ana Cris Duarte e Simone Diniz. Esse livrinho pequenino, barato e muito fácil de ler mudou o meu rumo em direção a um parto respeitoso. Encontrei-o por acaso, nas prateleiras da livraria do local onde trabalho. Diga-se de passagem que eu nunca entro nessa livraria, porque ela comercializa basicamente obras editadas pelo governo do Estado de São Paulo (que em geral não me interessam muito). Mas eis que firmou-se uma parceria com as editoras universitárias e surpresa! Quase tropecei ao passar diante da vitrine e enxergar, de soslaio, uma barriga grávida, linda, enorme, dando sopa por ali. Comprei, sem titubear, pois foi barato e prometia me explicar tudo o que eu desejava saber naquele momento.
Pois bem, o livro bendito me trouxe muito mais do que informação de qualidade e sem viés sobre um assunto muito pouco debatido no plano racional. O livro me trouxe um guia para testar meu médico. Junto com as perguntas ao ginecologista, várias questões foram despertadas dentro de mim. Afinal, quem é que decide o quê na história da minha gravidez?
E foi assim que comecei a caminhada em busca de um parto respeitoso. O percurso e o "grande desfecho" vocês podem ler no meu próprio livro, Lembranças Fecundas: meu diário afetivo da gravidez. (Que também é baratinho e ainda tem lucro revertido para a Parto do Princípio!)
Mas outro dia escrevo mais sobre esse aí. Hoje queria mesmo era expressar minha indignação com tanta abobrinha que os livros para gestantes trazem. Quem não quer ser coadjuvante no próprio parto que leia com atenção as palavras da dupla Ana Cris e Simone - e que mexa as cadeiras, se mexa nas cadeiras! Nem só de internet se faz um parto respeitoso!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Próximo encontro
Todo mês promovemos um encontro gratuito para conversar sobre gravidez e parto ativos.
Quer participar da próxima reunião? Veja aqui todas as informações!
***
Grupo MaternaMente convida:
encontro gratuito sobre gravidez e parto
11 de fevereiro • sábado • das 14h às 16h
Este mês, na Clínica Spacci
mais informações:
Deborah (9201-5245)
Denise (9383-4429)
grupomaternamente@gmail.com
http://maternamente.blogspot.com
Quer participar da próxima reunião? Veja aqui todas as informações!
***
Grupo MaternaMente convida:
encontro gratuito sobre gravidez e parto
11 de fevereiro • sábado • das 14h às 16h
Este mês, na Clínica Spacci
mais informações:
Deborah (9201-5245)
Denise (9383-4429)
grupomaternamente@gmail.com
http://maternamente.blogspot.com
sábado, 24 de dezembro de 2011
Apoio a Marcos Dias - Aqui, o texto do elogio público (veja no post anterior a este as formas de prestar apoio)
ELOGIO PÚBLICO
A coalisão de entidades abaixo relacionadas, amigos, companheiros de trabalho, ex-pacientes e clientes atuais, mulheres e suas famílias vimos a público manifestar nosso apreço e admiração pela trajetória profissional no âmbito da assistência, pública e privada, do ensino e da pesquisa do Médico Obstetra DR. MARCOS AUGUSTO BASTOS DIAS, trajetória essa pautada pela ética e pelo compro...misso com a qualidade da atenção e dedicação à saúde das mulheres e crianças. Elogiamos ainda sua disponibilidade para trabalhar em equipe, sua competência técnica e atitude humana, e seu empenho na implementação das políticas públicas, a exemplo da implantação de novos espaços mais humanizados para assistência ao parto, como os Centros de Parto Normal, política emanada pelo Ministério da Saúde através da portaria GM 985/1999, referendada pela RDC 36/2008 da ANVISA e um dos esteios da atual Estratégia Rede Cegonha.
A coalisão de entidades abaixo relacionadas, amigos, companheiros de trabalho, ex-pacientes e clientes atuais, mulheres e suas famílias vimos a público manifestar nosso apreço e admiração pela trajetória profissional no âmbito da assistência, pública e privada, do ensino e da pesquisa do Médico Obstetra DR. MARCOS AUGUSTO BASTOS DIAS, trajetória essa pautada pela ética e pelo compro...misso com a qualidade da atenção e dedicação à saúde das mulheres e crianças. Elogiamos ainda sua disponibilidade para trabalhar em equipe, sua competência técnica e atitude humana, e seu empenho na implementação das políticas públicas, a exemplo da implantação de novos espaços mais humanizados para assistência ao parto, como os Centros de Parto Normal, política emanada pelo Ministério da Saúde através da portaria GM 985/1999, referendada pela RDC 36/2008 da ANVISA e um dos esteios da atual Estratégia Rede Cegonha.
Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – ReHuNa
Red Latino Americana y del Caribe por la Humanización del Parto y Nacimiento – Relacahupan
International Breastfeeding Action Network – Ibfan |Brasil
Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Rede Parto do Princípio - Mulheres em rede pela maternidade ativa – PP
Rede Nacional de Parteiras Tradicionais
Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação Paulista de Saúde Pública – APSP
Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde - CEBES
Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras/ Nacional – ABENFO
Associação Nacional de Doulas – ANDO
Associação de Doulas de Minas Gerais - ADMG
Associação Nacional para Educação Pré Natal – Brasil - ANEP
Grupo Curumim Gestação e Parto
C.A.I.S. do Parto
ONG Amigas do Parto
ONG Amigas do Peito
ONG Bem Nascer
Ishtar - Espaço para Gestantes (Belém, Fortaleza, Recife, Brasília, Sorocaba, Rio de Janeiro, Divinópolis e Belo Horizonte)
Instituto de Yoga e Terapias Aurora
Instituto Mulher e Saúde Integral da Bahia- IMAIS
Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação, Ação – CEPIA
Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Coletivo Feminino Plural
Programa de Estudos em Gênero e Saúde - MUSA
Gênero, Maternidade e Saúde – GEMAS
Centro de Atividades Culturais, Econômicas e Sociais - CACES
Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação – PEIC
Rede de Apoio a Maternidade Ativa do Rio Grande do Norte - RAMA
Red Latino Americana y del Caribe por la Humanización del Parto y Nacimiento – Relacahupan
International Breastfeeding Action Network – Ibfan |Brasil
Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Rede Parto do Princípio - Mulheres em rede pela maternidade ativa – PP
Rede Nacional de Parteiras Tradicionais
Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação Paulista de Saúde Pública – APSP
Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde - CEBES
Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras/ Nacional – ABENFO
Associação Nacional de Doulas – ANDO
Associação de Doulas de Minas Gerais - ADMG
Associação Nacional para Educação Pré Natal – Brasil - ANEP
Grupo Curumim Gestação e Parto
C.A.I.S. do Parto
ONG Amigas do Parto
ONG Amigas do Peito
ONG Bem Nascer
Ishtar - Espaço para Gestantes (Belém, Fortaleza, Recife, Brasília, Sorocaba, Rio de Janeiro, Divinópolis e Belo Horizonte)
Instituto de Yoga e Terapias Aurora
Instituto Mulher e Saúde Integral da Bahia- IMAIS
Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação, Ação – CEPIA
Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Coletivo Feminino Plural
Programa de Estudos em Gênero e Saúde - MUSA
Gênero, Maternidade e Saúde – GEMAS
Centro de Atividades Culturais, Econômicas e Sociais - CACES
Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação – PEIC
Rede de Apoio a Maternidade Ativa do Rio Grande do Norte - RAMA
Grupo MaternaMente - Apoio ao Parto Ativo no ABC Paulista
Apoio a Marcos Dias
A hipocrisia da assistência ao parto NÃO baseada em evidência, firmemente enraizada no Brasil, fez mais uma das suas. Como estamos aqui para apoiar todas as iniciativas que vão na contramão desse tipo de atitude que não serve aos melhores interesses das mulheres que escolhem ser mães, prestamos hoje nosso apoio ao Dr. Marcos Dias.
Marcos é um obstetra carioca que está sendo punido pelo CREMERJ e CFM por ser ideologicamente favorável às casas de parto, mantidas por enfermeiras obstetras. Desde 2004, após ter assinado o óbito de um bebê que já nasceu morto por patologia pré-existente, sofre processo administrativo e teve seu CRM cassado em março deste ano. Marcos recorreu da decisão ao CFM, que considerou a pena excessiva mas decidiu pela publicação de uma censura pública ao Marcos em jornal de grande circulação no RJ.
O texto redigido pelo Marcos explicando tudo com detalhes está em: http://www.facebook.com/pages/Apoio-ao-Marcos-Dias/157690494338227?sk=info
Em resposta a esta atitude do órgão que regula a prática médica, foi produzida uma carta de elogio por iniciativa da REHUNA que vai assinada por diversas entidades. Graças a doações de muitos simpatizantes do movimento, também será publicada no mesmo jornal.
Pedimos a tod@s a gentileza de divulgar essa carta de elogio que foi postada na página do facebook "Apoio ao Marcos Dias": http://www.facebook.com/pages/Apoio-ao-Marcos-Dias/157690494338227
Marcos é um obstetra carioca que está sendo punido pelo CREMERJ e CFM por ser ideologicamente favorável às casas de parto, mantidas por enfermeiras obstetras. Desde 2004, após ter assinado o óbito de um bebê que já nasceu morto por patologia pré-existente, sofre processo administrativo e teve seu CRM cassado em março deste ano. Marcos recorreu da decisão ao CFM, que considerou a pena excessiva mas decidiu pela publicação de uma censura pública ao Marcos em jornal de grande circulação no RJ.
O texto redigido pelo Marcos explicando tudo com detalhes está em: http://www.facebook.com/pages/Apoio-ao-Marcos-Dias/157690494338227?sk=info
Em resposta a esta atitude do órgão que regula a prática médica, foi produzida uma carta de elogio por iniciativa da REHUNA que vai assinada por diversas entidades. Graças a doações de muitos simpatizantes do movimento, também será publicada no mesmo jornal.
Pedimos a tod@s a gentileza de divulgar essa carta de elogio que foi postada na página do facebook "Apoio ao Marcos Dias": http://www.facebook.com/pages/Apoio-ao-Marcos-Dias/157690494338227
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Moção sobre erradicação da Violência Institucional na Atenção Obstétrica
A violência durante o parto é uma prática que já está institucionalizada e é uma violação dos direitos humanos como foram definidos pela ONU. A mulher tem o direito não somente de poder parir aonde ela quiser e como ela quiser, mas tem o direito de ser tratada com dignidade e com respeito durante todo o processo de parto.
A resolução de 2009 emitida pelo Conselho de Direitos Humanos das Organização das Nações Unidas sobre a redução da mortalidade materna e suas causas (entre outras, sabemos hoje que são os modelos de atenção obstétrica inadequados e assistência de baixa qualidade) apela para ações orientadas a reduzir a mortalidade materna e a promover um atendimento de qualidade, sem discriminação de gênero, de raça, ou orientação sexual.
Uma forma de violência são as muitas intervenções desnecessárias, sendo a mais paradigmática a cesárea desnecessária. E sabemos que em 2010 a proporção de cesáreas ultrapassou a de parto normais no Brasil. Em decorrência e à luz da política nacional de qualificação da atenção obstétrica e neonatal intitulada Rede Cegonha
Exigimos
A garantia de uma fiscalização sistemática da qualidade da assistência obstétrica e identificação da violência que existe de maneira endêmica nos hospitais públicos e privados, pela agências governamentais adequadas, assim como a aplicação e fiscalização do respeito à lei 11.108 de garantia da presença de um acompanhante de escolha da mulher durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.
Ademais, as recomendações do Ministério da Saúde sobre os direitos da Mãe e Bebe não são observadas nos serviços e são uma violação brutal de direitos humanos, assim com uma ameaça para a saúde materna e neonatal.
Exigimos
O direito à informação sobre os procedimentos, com exigência de que haja consentimento da Mulher para as intervenções a que for sujeita no parto como Episiotomia, Cesárea, Indução etc.
Exigimos ainda
A criacão sistemática em cada região de saúde de comitês de morte materna em que as organizações da sociedade civil e governamentais avaliem em conjunto indicadores do acesso e qualidade da atenção obstétrica, incluindo as taxas de cesáreas, alem de estudar cada morte materna observada no município para identificar suas causas e evitabilidade, com efeitos na qualidade da assistência.
O Grupo MaternaMente endossa e apoia a moção, em conjunto com a Conferência de Políticas para Mulheres por RAMA (Rede Feminista de Apoio a Maternidade Ativa do RN), GAMI (Grupo de Afirmação a Mulheres Independentes RN), o Coletivo Leila Diniz RN, o Instituto Nômades Recife, o Grupo Ishtar Recife, a Parto do Principio, o Grupo Curumim, o CAIS do Parto, a ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, Rede Nacional de Parteiras Traditionais, a Associacao das Parteiras do Agreste Pernambucano, GAMA, Mulheres de Terreiro, Mulheres de Axe, Articulação de Mulheres Negras e o GEMAS (FSP/USP).
Assinar:
Postagens (Atom)

